Após disputa judicial por santa gigante, Aparecida tenta parceria com empresas para instalação da estátua

Após a liberação da justiça para que a santa gigante seja instalada em Aparecida, a prefeitura informou que não há prazo para que o monumento seja instalado. A estátua estava abandonada em um terreno enquanto a prefeitura, o escultor e uma associação de ateus travavam uma disputa na justiça. A gestão informou que não tem verba para a instalação e que vai tentar com uma Parceria Público Privada (P

PP).A obra foi anunciada como tendo uma altura maior que a do Cristo Redentor. Dividida em quatro peças, após montada ela serviria como um ponto para sinalizar a chegada à cidade e foi doada à cidade em homenagem aos 300 anos da padroeira, em 2017.

De início, ela passou dois anos abandonada até que a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) moveu uma ação questionando a imagem e teve o pedido acatado pela justiça, que proibiu a instalação. A prefeitura e o escultor recorreram, mas com o parecer favorável, não tem ainda como dar destino a escultura gigante. De acordo com a prefeitura, eles pediram um estudo da estrutura da imagem, para garantir que há segurança montada, e que iniciou os estudos para uma PPP.

Com isso, segundo a prefeitura, não há prazo para que ela seja instalada. Além disso, a estátua ainda vai precisar passar por manutenção, o que também vai ter que ser incluído na parceria. Já que, enquanto aguardava a instalação, ela enferrujou e foi alvo de vandalismo, tendo a base pichada.

A ação movida pela Atea tinha como alvo a imagem e outras cinco esculturas que estavam em rotatórias da cidade e traziam cenas em homenagem à Padroeira. Eles alegavam que o estado é laico e que a prefeitura não poderia instalar e investir nos monumentos, beneficiando uma religião em detrimento de outras.

Na primeira decisão, em primeira instância, a juíza Luciene Bela Ferreira Allemand acatou o pedido entendendo que a prefeitura não poderia manter o monumento ou investir em obras que levassem em conta a religião católica. Além dela, incluiu também as outras cinco peças retiradas. Em sua decisão, o desembargador Ponte Neto disse que a cidade tem como principal atrativo econômico o turismo religioso e ao permitir e investir nas obras, a prefeitura fomenta a economia local. A atea lamentou a decisão.

Fonte: G1/Vale do Paraíba