Caminhoneiros iniciam greve, mas paralisação não é consenso

Caminhoneiros de todo o país iniciaram nesta segunda-feira, 1, uma greve por tempo indeterminado. A adesão à paralisação, porém, não é consenso, e a extensão do movimento ainda é incerta. As principais entidades à frente da convocação são a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), a ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil), e o CNTRC (Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas).
Outras entidades são contra a manifestação, inclusive algumas que participaram da greve de 2018, como a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) e a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Autônomos).
Uma liminar concedida pela Justiça Federal do Rio no sábado (30) proíbe os caminhoneiros em greve de bloquear, mesmo que parcialmente, a rodovia BR-101, que margeia o litoral do país, no estado, desde Paraty, no litoral sul, a Campos, no litoral norte. Em São Paulo, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar na sexta-feira (29) proibindo bloqueios da Rodovia Presidente Dutra, trecho da BR-116 que liga São Paulo ao Rio.
O tamanho do apoio à greve, porém, ainda é incerto.
Os caminhoneiros reclamam da alta do preço de combustíveis e são contra a política da Petrobras, baseada na paridade com os preços internacionais. Outros pontos questionados são os baixos preços dos fretes e o descumprimento da lei que prevê o piso mínimo de fretes, medida cuja constitucionalidade está para ser analisada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Também pedem mudanças na BR do Mar, o marco regulatório do transporte marítimo, que incentiva a navegação por cabotagem, ou seja, entre os portos do país, além de melhores condições de trabalho, incluindo alterações nas regras de jornada e aposentadoria especial.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um apelo no sábado (30) para que os caminhoneiros não entrem em greve.
Fonte: Uol
Imagem: Divulgação/CNTA