Polícia Civil cumpre mandados contra golpistas da internet que fizeram vítimas em Guará

Endereços de quatro pessoas, moradoras de Cuiabá e acusadas de aplicarem golpes virtuais em Guaratinguetá foram visitados pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (22) em Cuiabá, capital do Mato Grosso. Investigações feitas pela polícia de São Paulo em parceria com a instituição do Mato Grosso apontaram o grupo como responsável pelo estelionato.

Em um dos casos, uma das vítimas perdeu cerca de R$ 26 mil.

De acordo com a Polícia Civil, os casos começaram a ser investigados pela semelhança entre os crimes, cometidos contra pessoas de Guaratinguetá. Os criminosos faziam anúncios falsos em plataformas de vendas online, onde atraiam possíveis clientes. Os golpistas davam início as negociações e convenciam os clientes a seguirem negociando em um aplicativo de mensagens. Os criminosos solicitavam informações para supostamente finalizar as vendas, mas “sequestravam” os dados e usavam para fazer outras compras e também para sacar valores das contas das vítimas.

Em um dos casos, um cliente chegou a depositar R$ 26 mil em uma das contas da quadrilha para adquirir um carro, mas os estelionatários não entregaram nenhum veículo.

Chamada de Operação Cameleão, a ação da polícia começou com a investigação da Seccold (Setor Especializado no Combate à Corrupção, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro) de Guaratinguetá. A investigação apontou que, ao menos, quatro criminosos moram em Cuiabá, capital do Mato Grosso, por isso a Polícia Civil do estado foi acionada.

A apuração dos crimes também contou com o apoio de instituições do Mato Grosso, como a Deccor (Delegacia Especializada de Combate a Corrupção), Defaz (Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública), da GOE (Gerência de Operações Especiais) e também da Delegacia de Diamantino, cidade do Mato Grosso. Na manhã desta quinta-feira, quatro casas de possíveis membros do grupo de estelionato foram visitados pela Polícia Civil. A ação apreendeu aparelhos celulares e outros elementos que possam contribuir com as investigações.

A polícia acredita que o grupo tenha feito vítimas em outras cidades em todo o país.

Até o momento ninguém foi preso pela Operação Camaleão. Apesar disso, as investigações seguem acontecendo e já existem suspeitos para os crimes. Não foi informado se as vítimas têm chance de receber o dinheiro perdido.